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Saúde, Trabalho
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Terça-feira, Outubro 26, 2004


Mulheres de baixa renda engravidam mais cedo que as de classe média

Estudo realizado por demógrafos da Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados (Seade) comparou a taxa de fecundidade em bairros das classes alta e baixa de São Paulo. Recém concluída, a pesquisa mostra que, embora os pobres tenham demorado mais para ter acesso e aderir ao controle de natalidade, hoje são quase tão bons no seu uso quanto os ricos. Em 2002 a taxa de fecundidade era de 1,8 entre mulheres de famílias de classe alta e de 2,3 entre as mais pobres. É uma diferença relativamente pequena em termos demográficos e insuficiente para sustentar a idéia de que reina o descontrole demográfico no meio dos pobres. Os números, obtidos a partir do cruzamento de dados da Pesquisa de Estatísticas Vitais do Estado, mostram que nos bairros pobres a quantidade de meninas que engravidam ainda na adolescência é muito mais elevada que entre os ricos.

(O Estado de S. Paulo, 26/10 - Roldão Arruda e Gabriella Sandoval)


GRUPO ORIGEM - 15:08

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Sexta-feira, Outubro 22, 2004


Saúde: Secretaria lança projeto que garante amamentação para crianças adotadas
Segunda-feira, 18 de Outubro de 2004 às 16:06


A Secretaria de Estado da Saúde inicia no dia 10 de novembro um projeto que auxiliará mães que adotaram crianças e não têm como oferecer leite materno. Equipes médicas do Hospital Maternidade Interlagos, da Secretaria, oferecerão tratamento completo para produção de leite humano, inclusive com a implantação de uma pequena sonda no peito da mãe.

Chamado de Programa de Aleitamento Materno e Acolhimento de Mães Adotivas (Pra Mama), o projeto atenderá qualquer mãe que tenha filho adotivo em idade de amamentação. É preciso, claro, demonstrar documentação que comprove a adoção. Mulheres que entraram com pedido na Justiça e ainda não tiveram resposta também podem se inscrever.

No início do tratamento, médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos do hospital explicarão às mães os benefícios do aleitamento materno para a saúde dos bebês, a possibilidade das mães adotivas amamentarem naturalmente e a importância desse processo.

Logo em seguida será colocada uma sonda com pequena quantidade de leite industrializado no peito da mãe. O cheiro desse leite despertará o interesse da criança pela amamentação_ a sucção que ela fará para buscar o alimento estimulará a produção do leite materno nessa mãe, mesmo não tendo passado pela gestação. Quanto mais cedo essas mães forem estimuladas, maior será a chance de sucesso.

'O cheiro desse leite desperta o interesse do bebê pela amamentação e a sucção do mamilo estimula a produção do leite materno na mãe, mesmo que ela não tenha passado pela gestação', afirma o diretor do hospital, Ricardo Gebrin.

O Hospital Maternidade Interlagos fica na rua Leonor Alvim, 211 - Interlagos, Zona Sul da Capital. Mulheres que desejarem se inscrever já podem procurar o hospital ou telefonar para 5666-0783.

Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde
C.A.

GRUPO ORIGEM - 14:35

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Terça-feira, Outubro 19, 2004


Saúde: Secretaria lança projeto que garante amamentação para crianças adotadas
Segunda-feira, 18 de Outubro de 2004 às 16:06

A Secretaria de Estado da Saúde inicia no dia 10 de novembro um projeto que auxiliará mães que adotaram crianças e não têm como oferecer leite materno. Equipes médicas do Hospital Maternidade Interlagos, da Secretaria, oferecerão tratamento completo para produção de leite humano, inclusive com a implantação de uma pequena sonda no peito da mãe.

Chamado de Programa de Aleitamento Materno e Acolhimento de Mães Adotivas (Pra Mama), o projeto atenderá qualquer mãe que tenha filho adotivo em idade de amamentação. É preciso, claro, demonstrar documentação que comprove a adoção. Mulheres que entraram com pedido na Justiça e ainda não tiveram resposta também podem se inscrever.

No início do tratamento, médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos do hospital explicarão às mães os benefícios do aleitamento materno para a saúde dos bebês, a possibilidade das mães adotivas amamentarem naturalmente e a importância desse processo.

Logo em seguida será colocada uma sonda com pequena quantidade de leite industrializado no peito da mãe. O cheiro desse leite despertará o interesse da criança pela amamentação_ a sucção que ela fará para buscar o alimento estimulará a produção do leite materno nessa mãe, mesmo não tendo passado pela gestação. Quanto mais cedo essas mães forem estimuladas, maior será a chance de sucesso.

'O cheiro desse leite desperta o interesse do bebê pela amamentação e a sucção do mamilo estimula a produção do leite materno na mãe, mesmo que ela não tenha passado pela gestação', afirma o diretor do hospital, Ricardo Gebrin.

O Hospital Maternidade Interlagos fica na rua Leonor Alvim, 211 - Interlagos, Zona Sul da Capital. Mulheres que desejarem se inscrever já podem procurar o hospital ou telefonar para 5666-0783.

Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde
C.A.
GRUPO ORIGEM - 12:59

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Segunda-feira, Outubro 18, 2004




Bicos e mamadeiras prejudicam a amamentação

O Governo Federal está desaconselhando o uso de chupetas e mamadeiras pelos bebês com a proposta de incentivar a amamentação exclusiva e garantir a saúde das crianças. A coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Sônia Salviano, afirma que a adoção desses produtos é considerada a principal causa do desmame precoce. Segundo Sônia, a falta de aleitamento materno prejudica o fortalecimento do sistema imunológico da criança. "As diarréias e problemas respiratórios são as mais importantes causas da mortalidade infantil em crianças com menos de um ano de idade", argumenta. O uso de chupetas e mamadeiras pode causar também nascimento irregular dos dentes, aumento da incidência de cáries, distúrbios na fala e outras complicações.

Propaganda - O Brasil dispõe de uma legislação forte e consistente para normatizar a promoção comercial de chupetas, bicos e mamadeiras. A lei proíbe a propaganda desses produtos em qualquer meio de comunicação, incluindo merchandising e divulgação por meio eletrônicos, escritos, auditivos e visuais. O objetivo é proteger e promover a amamentação, com base nas recomendações do código internacional de comercialização de alimentos para lactentes da Organização Mundial da Saúde (OMS). (Correio da Bahia, p. Saúde 5, 18/10)
GRUPO ORIGEM - 15:44

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Quarta-feira, Outubro 13, 2004


Paris - Para não dizerem que eu só escrevo sobre frivolidades como a situação internacional e as últimas razões da existência, hoje vou tratar de um assunto sério: o seio.

Para começar, por que existe o seio? Ele não está presente, ao menos não com a mesma, assim, proeminência, nos primatas que nos antecederam. É mesmo difícil lembrar outro animal que tenha seio. Quem disse ¿Vaca!¿ está obviamente tentando tumultuar. Retire-se da sala imediatamente.

Especula-se que quando nossos antepassados ¿ ou, no caso, antepassadas ¿ começaram a andar sobre dois pés na savana primeva, sacrificaram seu principal atrativo para os machos da sua espécie, que já naquele tempo (pelo menos os brasileiros) só pensavam nisso: a bunda empinada. A frente, e não mais as costas, da pré-mulher passou a concentrar todos os seus chamarizes sexuais quando ela virou bípede. Era preciso ter um equivalente da bunda na frente e por isso nasceram os seios. Eles seriam uma bunda que subiu na vida. A teoria não é minha, portanto não aceito protestos.

Outra teoria atribui o desenvolvimento de nádegas frontais ao fato das nossas antepassadas, ao deixarem a fase macaca mas ainda muito longe de chegarem à fase Gisele Bündchen, terem perdido grande parte do cabelo do corpo. Ou seja: quando o bebê ia mamar na mãe não tinha mais ¿ epa, opa ¿ onde se segurar. Os seios vieram para dar aos bebês o que agarrar, ou no mínimo uma sensação de apoio e tranqüilidade, imprescindível na hora das refeições.

Pois é falsa a idéia de que o tamanho dos seios tenha algo a ver com a quantidade de leite da mãe. O leite está presente nas lactantes independentemente do seu equipamento mamário e para o aleitamento bastam os mamilos. Os seios existiriam, assim, por razões estéticas, sexuais e práticas (o conforto de bebês inseguros e, claro, de adultos com a mesma carência) e para dar dinheiro a cirurgiões plásticos e fabricantes de silicone. O aleitamento seria uma função secundária.

Não sei se você já se deu conta que o leite materno é o único alimento produzido pela natureza exclusivamente para a gente. Todos os outros estão na Terra para serem compartilhados com outras espécies, inclusive o leite materno de outras espécies. Há, claro, alimentos feitos ou descobertos pelo homem que nenhum outro animal come, como o caviar ¿ ou pensando bem, a lesma, que só deve ser comida por outras lesmas, e assim mesmo figurativamente. Mas original e exclusivo, só o leite da mãe. Que, mal-agradecidos, tomamos por pouco tempo e logo abandonamos. Em outro escandaloso exemplo de desperdício de recursos naturais.

Luis Fernando Verissimo *
GRUPO ORIGEM - 14:26

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Quinta-feira, Outubro 07, 2004


Seminário discute a importância do aleitamento materno

Ocorre até hoje, em Salvador, o I Seminário Estadual de Aleitamento Materno, que tem por objetivo a difusão de informações sobre a importância, a freqüência e maneira adequada da amamentação. No Brasil, morrem anualmente cerca de 1,5 milhão de crianças por desnutrição. Segundo a pediatra Margarete Hadan, que coordena o encontro, o leite materno deve ser o único alimento da criança nos seis primeiros meses de vida. A pediatra falou também sobre os Bancos de Leite em cidades como Feira de Santana, Itabuna e Vitória da Conquista e afirmou que está prevista a implantação destes serviços em Salvador e Camaçari. (Correio da Bahia, p. Saúde 4, 7/10)

GRUPO ORIGEM - 11:47

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Segunda-feira, Outubro 04, 2004


Municípios cearenses adotam Método Mãe Canguru

O Programa de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso, conhecido como Método Mãe Canguru, será ampliado para os municípios cearenses de Maracanaú, Sobral, Aracati, Cascavel e Caucaia. Em Fortaleza, o programa passará a contemplar o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), o Nossa Senhora da Conceição e os Gonzaguinhas de Messejana e da Barra do Ceará. Qualquer pessoa da família com forte vínculo com a criança pode participar do programa, não apenas a mãe. Segundo Francimeire Freira, do Núcleo da Criança da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), os resultados com a participação do pai são praticamente os mesmos. O método já vem sendo desenvolvido nos hospitais César Cals e Albert Sabin, em Fortaleza, e no São Vicente de Paulo, em Barbalha, região do Cariri. A maior vantagem do Mãe Canguru é o baixo custo, além da melhoria da qualidade de vida das crianças que nascem com menos de 1,5 Kg, a redução do tempo de hospitalização e o fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe - se for o caso - e bebê.

(Diário do Nordeste, 1/10)

GRUPO ORIGEM - 11:42
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Prefeitura do Município de São Paulo regulamenta horário-amamentação para servidoras municipais

A Prefeitura Municipal de São Paulo regulamentou, no dia 24 de setembro, a redução da jornada de trabalho para servidoras municipais que estejam amamentando filho de até 12 meses (Decreto nº 45.323, publicado no Diário Oficial do Município, 25/09/2004, p.1).

O benefício é destinado às funcionárias com carga-horária igual ou superior a 30 horas semanais.

No período de amamentação, as servidoras poderão optar entre chegar uma hora depois ou sair uma hora antes do seu horário estabelecido. Outra possibilidade é dividir o horário-amamentação em dois períodos de 30 minutos, de forma que o início do trabalho se dê meia hora mais tarde e o encerramento, meia hora mais cedo. Se o filho da funcionária estiver matriculado em creche localizada dentro ou próxima ao local de trabalho, o horário-amamentação poderá ser fracionado e utilizado no meio do expediente, desde que sem prejuízos ao serviço.

Em caso de a criança sofrer de hipersensibilidade a alimentos e/ou apresentar deficiências imunológicas, poderá haver prorrogação, mediante comprovação médica pelo Departamento de Saúde do Trabalhador (DESAT) da Secretaria Municipal de Gestão Pública.

Esta iniciativa da Prefeitura foi acordada com as entidades sindicais no âmbito do SINP, em junho deste ano, e baseia-se na Convenção nº 3 da Organização Internacional do Trabalho que trata da Proteção à Maternidade da Mulher Trabalhadora.

GRUPO ORIGEM - 11:05
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FOLHA DE SP, 04/10/2004 (Folha Opinião)

MORTALIDADE MATERNA

A cada ano, morre no mundo pouco mais de meio milhão mulheres devido a complicações da gravidez. A distribuição dos óbitos
é tremendamente desigual. Nas regiões desenvolvidas do planeta, é de 1 em 2.800 a chance de uma mulher morrer durante a gravidez ou no parto. Já em países pobres, o risco é de 1 para 16. Pior, cerca de 80% desses óbitos seriam evitáveis mesmo sem grandes investimentos na infra-estrutura de saúde.

É para combater essa situação que a Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de lançar uma campanha global. O primeiro
passo é o lançamento de um manual destinado a autoridades de saúde e equipes médicas que traz sugestões sobre como abordar
o problema. A idéia central é que é preciso ir além das estatísticas e identificar as razões pelas quais as mulheres estão morrendo, não apenas encontrar a "causa mortis", mas principalmente avaliar o acesso aos serviços de saúde e a sua qualidade. Às vezes, o problema não está tanto na infra-estrutura, mas nas barreiras sociais e culturais que impedem a mulher de conseguir um companhamento médico de sua gravidez.

Algumas experiências internacionais, notadamente a do Egito, mostram que, mesmo com poucos recursos, é possível chegar a
resultados expressivos. Além do manual, a OMS pretende treinar equipes de países em pior situação nas formas escolhidas pela agência para levantar informações sobre mortalidade e transformá-las em planos de ação.

O Brasil, evidentemente, não se conta entre os campeões da mortalidade materna, que apresentam índices superiores a 300
óbitos por 100 mil crianças nascidas vivas. Ainda assim, as taxas aqui registradas são consideradas altas pela OMS. Com
algo em torno de 75 mortes por 100 mil, o Brasil está atrás de nações mais pobres como Cuba, Costa Rica, Uruguai e China,
que apresentam índices médios (entre 20 e 49 por 100 mil). Os países mais desenvolvidos têm taxas inferiores a 20 por 100
mil.
GRUPO ORIGEM - 10:55

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